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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Os monólogos da balança

A Lima contou ontem lá no seu "Nova em mim" que ganhou 700g de leveza. Tá feliz, mas tá toda "ai, ai", suspirando mais que moça em parapeito de janela. rs 700g é o melhor dos mundos antes de 1kg. 600g quase nunca vem, né? Engraçado isso, é um número mais difícil na loteria da balança. rs 500g dá ânimo, é como um aplauso forte, com platéia dividida, mas ainda assim você sente que o jogo está a seu favor e você vai virar! 300g pode te deixar realmente deprê. Pior que 300g, só 100g mesmo. E depois vem o pior dos mundos: descobrir que você engordou!

Sabe, essas contagens de grama em grama me deixam doida e é exatamente por isso que não me peso com freqüência. É uma questão de manter a ansiedade sob controle, senão corro o risco de colocar tudo a perder: os quilitchos que já mandei pro espaço sideral junto com o péssimo hábito de comer as emoções -- e ansiedade é só uma delas, frustração vem junto, que nem pão com manteiga. rs Mas é claro que a freqüência da pesagem não é só uma questão de ansiedade. Nem todo mundo é ansioso -- creio eu, ainda existem pessoas mais calmas nesse mundo. rs E outra coisa que influencia é também quantos quilos você quer detonar. Se são só 5kg, seria mais lógico se pesar uma vez por semana. Agora pra quem tá no grupo de 10kg ou mais ou muuuuuuuitos, como eu, já acho mais lógico manter uma certa distância da dita cuja -- e os níveis de ansiedade controladinhos. Esse jogo de dominar a ansiedade é, pra mim, como adestrar cachorro bravo ou transformar um doido que baba num sereno, positivo, cooperativo e sorridente Dalai Lama. rs

Mas outras pessoas têm um tipo de ansiedade que é (ou parece ser) o contrário da minha: elas ficam ansiosas se não se pesarem com freqüência. rs Você é assim? Precisa conferir, checar, saber, tanto quanto possível, que a mudança de hábitos está valendo a pena? A balança é quem diz, mas não tem a palavra final sobre o seu progresso. O progresso é maior que os números porque envolve muito mais. Envolve ver as roupas alargando, sua pele mais bonita e mais viçosa, seus cabelos, idem, suas unhas mais fortes. Envolve fazer um checkup depois de seis meses e descobrir que você está mais saudável, mesmo que suas taxas de colesterol ainda estejam altas, mas estão menos altas! (Sem esquecer que o colesterol ingerido é só uma pequeníssima parte do total, o resto é seu fígado que faz, viu, são seus genes...)

Mais importante ainda, progresso envolve lidar com o que te faz engordar, porque não é só a comida, quase nunca é. Ganhar leveza quase nunca é uma simples matemática de comer menos e gastar mais. Pode ser pra uma pessoa que precisa "perder dois quilinhos", mas não pra nós. "Coma menos, gaste mais" é de uma obviedade tão irritante quanto dizer pra um físico que não consegue resolver uma equação difícil que e=mc². "Tá, me fala uma coisa que eu não sei"... rs O progresso envolve, também, perguntas e respostas difíceis. Por que eu engorei? Por que perdi o controle? Por que fiz isso comigo? Me mostre um blog de emagrecimento cujo dono ou dona nunca se fez uma dessas perguntas ou todas. E existe?...

E aí eu te pergunto, sobre a dança dos números: o que você prefere é o que é melhor pra você? Bem, hoje eu prefiro comer lasanha e meio chocottone de sobremesa. Vai rolar? Não vai, porque o que eu quero não é o que é melhor pra mim. Você pode preferir se pesar todo dia, de manhã, em jejum, depois do xixi, depois do número dois e antes do banho -- porque se você tem cabelão e lavou, pronto, já lascou, "porque o peso molecular de h2o"... rs Se o seu hábito é diário, você tá preparada pra lidar com a dança dos números pra baixo e pra cima todo santo dia? É melhor que seja toda semana? É ainda melhor que seja de 15 em 15 dias? Uma vez por mês já tá bom?

Muita gente diz que não conta calorias porque é chato ou obsessivo. Mas nem nota que transfere a chatice e a obssessão da comida pro visor da balança. rs Equacione a dança dos números com o que é melhor pra você levando em conta VOCÊ (ansiedade, seus sentimentos relacionados ao peso) e o SEU caminho a percorrer (quantos quilos quer mandar pro espaço sideral). E não se esqueça que o visor da balança é apenas um medidor do seu progresso que serve pra você saber o quanto emagreceu e o que fazer pra melhorar caso você tenha engordado ou chegado num platô. O resto é psicológico, que nem a música do Cazuza: "o nosso amor a gente inventa pra se distrair"... rs

O que eu quero dizer com isso é: a balança é um instrumento medidor importante, mas não tem motivo pra se ter uma relação de amor e ódio com uma coisa, um objeto. Sua relação com a comida não era justamente assim? Se a balança vai falar com você de grama em grama ou de quilo em quilo, esse diálogo tá na sua mão, porque na verdade não é um diálogo, é um monólogo. Se ela vai te deixar feliz ou frustrado, com raiva ou contente, depende de você, de quantas vezes você sobe nela e o que você faz com os resultados que ela te dá. Esses monólogos da balança, eu sei, são inevitáveis, mas quem tá no controle das suas emoções e do seu percurso é você. Se você enxergar a balança objetivamente, saibará usá-la da melhor forma. É o mesmo com a comida -- ou não é? Food for thought?... rs E obviamente o título desse post eu tirei de outros famosos monólogos femininos. ;)

Minha próxima pesagem? Putz, agora só dia 9/1. rs E eu já tô preparada pra duas coisas: 1) evolução modestíssima, porque fim de ano é fim de ano e 2) já sei que emagreci, porque se cometi excessos e engordei, simplesmente não fiquei sabendo nesse meio tempo e já tive tempo de recuperar o preju. Taí todo meu motivo pra só me pesar uma vez por mês. É puramente dalailâmica minha lógica. rs Monstro da ansiedade ZERO x Bella 85,6. E vamo que vamo! :D

Ilustração: Andréa Cordoniz

sábado, 5 de dezembro de 2009

Short notes

Anotações curtas pra um sábado...

As aulas terminam semana que vem, então imaginem como eu tô.
Ontem comecei às 8h e só parei às 23h.
Meu joelho (direito), não sei o que eu fiz, mas subir rampas na facul ficou difícil. Talvez na correria pra cá e pra lá eu tenha dado um mau jeito.
Ainda bem que eu fiz uma listinha "TO DO" no post anterior.
Ontem, tomei uma latinha de Smirnoff ice. Relaxei e foi de boa.

Deu vontade de comer um pedaço de bolo de cenoura. E, de novo, na facul tinha acabado. Tem um lugar natureba lá que vende um bolo em pedaços muito bom.
Aí, na rua, entrei no super em busca de um pedaço. Comprei. Cheguei em casa e comi metade depois de jantar. O natureba da facul é mais gostoso, mais bem feitinho, é claro, mas matei a vontade.

Do lado do super tinha uma farmácia e na farmácia tinha uma balança. Pensei na Aline. rs Subi, desencanada. E estou em DIA MULHERZINHA. Já falei aqui que não me peso nesses dias. Mas subi mesmo assim. Deu 86,4kg. Com tênis, mas não o meu tênis de pesar, tava com outro. Então, é só um dado de uma "balança estrangeira". Não é a minha balança, eu não tava com meu traje oficial de pesar, enfim, não entra no meu registro oficial. Continuo com 87kg. Quando sair dos dias mulherzinha, peso de novo, mas não no estrangeiro. rs

Do lado de fora, entre a farmácia e o super, tinha um senhor com chapéu na mão e olhos diferentes. Fortuitamente, eu tinha uma moeda grande. Mas não era a moeda que eu queria. A moeda é apenas um acessório, mas um acessório bem-vindo, eu diria. Então, ao som da moeda caindo no chapéu cor de laranja de construção, eu disse: "Senhor, Deus te abençoe".

Acho que Deus me escuta falar o nome dele tantas milhares de vezes ao dia, que pelo menos nesse, ontem, ele sorriu. Eu quis que aquele senhor fosse abençoado. E não que ele não fosse antes do meu querer, é óbvio, mas não é bacana uma pessoa a mais no mundo querer? Pois eu quis MUITÍSSIMO naquele momento, então precisava do som da moeda grande. Porque aqui é o mundo. E nesse mundo mundano, só o som da minha voz e o meu querer se perderiam no vai e vem do vento, entre as portas dos lugares e as barraquinhas de camelô se desarmando no fim de noite.

Acho que vou arriscar fazer a unha. Tá um desastre isso aqui. o_O Vai me fazer bem. Posso continuar a estudar depois.

Deus gosta de vocês e eu também. :)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Cookies e rosquinhas

Eis os cookies e rosquinhas que eu tinha falado que gostei como opção crunch crunch, quando a boca pede por algo crocante e levemente doce. É uma variação boa e prática pra barrinha de cereal. É claro que num mundo perfeito eu mesma faria meus cookies em casa, mas... ;) Tem muito mais, mas escolhi essas pela info nutricional e pelas minhas necessidades e gosto pessoais.


Diet Cookies Banana (Vitao)
3 cookies = 124 cal
diet = sem adição de açúcar e adoçado com Splenda


Cookies Integrais Light de Baunilha com Gotas de Chocolate (Vitao)
4 cookies = 128 cal
light = adoçado com açúcar mascavo e Splenda

Pra quem comia Chocookies cheio de açúcar, gordura saturada e gordura trans, esses cookies da Vitao foram um verdadeiro achado! E o sabor? Digo e repito: achadooooooooo! :D


Rosquinhas Integrais Light Cacau e Gengibre (Jasmine)
7 rosquinhas = 114 cal
light = 26% menos açúcar e gordura

Prefiro poder comer sete dessas rosquinhas do que ficar ansiosa ou mal humorada caso seja assaltada por uma vontade súbita de comer um biscoito de chocolate. E o toque de gengibre é muito leve e gostoso.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

No meio da RA tinha uma vontade súbita

Vocês imaginam que numa única refeição, um almocinho super comum, que você vê um monte de gente magra comendo numa boa... Você imagina que neste único prato, sem sobremesa e sem refri, você já pode estar consumindo mais de mil calorias? Pois dêem uma olhada na última adição da boîte noire. o_O

Tudo o que tem lá, lembrem-se, é simplesmente tudo o que eu estava acostumada a comer rotineiramente. A única exceção é o já famoso croissant do Abrahão, mas foi um fraco erótico e meu joelho se dobrou três vezes -- o suficiente. O resto é tudo hábito antigo.

Gente, não dá, olhei pra minha barriga e perguntei: "Você quer mais de mil calorias"? E a resposta foi certeira: "Não, obrigada". Então eu vou, leio tudo, calorias, gordura, pego a foto, anoto tudo, visual, olho bem, informação pro meu cérebro, vamos registrar, olho outra vez, absorvo, entendo, respiro, conquisto e num clique de mouse eu me livro da tentação de retardar a minha evolução em busca de mais leveza. Não vai me retardar porque eu não quero, tenho o poder pra decidir o que eu quero e o que eu não quero, e é simples assim -- mas nem sempre! Mas, nesse momento, eu perguntei pra mim mesma o que era mais forte: minha vontade de comer ou meu desejo de continuar evoluindo? A vontade de continuar ganhando leveza falou mais forte e a boîte noire é que ficou mais cheinha hoje, não fui eu.

Mas isso não é tudo e não pára por aí porque já disse mil vezes que não sou adepta de proibições. Sou adepta de tudo, porém tudo a seu tempo. Não é o momento de comer mais de mil calorias numa única refeição. Mas o que tem nessa refeição que eu queria? Lingüiça. Uma simples vontade de comer lingüiça.

E aí? Vou virar Miss Força de Vontade agora e sair pulando e gritando "não comi, não comi" só pra cair na próxima esquina, quando ninguém tá olhando, daí ficar amargando meu arrependimento sozinha só pra querer comer mais? Nem morta.

Qual é então a saída pra essas vontades súbitas que surgem no meio da reeducação alimentar que você obviamente não deseja retardar? Ah, seu eu tivesse todas as respostas, não é mesmo? Escreveria um livro. rs A verdade é que eu não sei a resposta. Eu só sei o que eu fiz hoje. Só sei o que eu tô pensando agora. E é tudo racional e razoável, nada demais, no magic, não tem heroísmo.

  • Primeiro, decidi o que queria. Meu querer: não Giraffas, sim evolução.
  • Segundo, preciso lidar com a vontade. Uma vontade é uma coisa que existe e precisa ser reconhecida. Ignorar, fingir que não tá lá, pensar em alface, nada disso funciona (comigo, é auto-engano).
  • Terceiro, preciso de estratégias pra lidar com essa vontade. Você não sucumbe, você traça estratégias, saídas possíveis.

Poderia ir no shopping agora, escolher qualquer self-service e comer UMA LINGUIÇA. Escolheria. Pegaria a que me parecesse a mais sequinha. Tiraria toda a gordura evidente com o garfo. Saborearia.
GANHO: vontade saciada.
PREJU: nenhum, no máximo umas 400 cal e um consumo de gordura saturada não programado, duas coisas que eu posso equilibrar no mesmo dia ou nos seguintes.
Percebem como o preju seria realmente nenhum se você encara o negócio racionalmente e não com emoções (negativas)?

Outra estratégia possível seria entrar no site da Sadia, fazer uma escolha e ir no supermercado comprar.
GANHO e PREJU: os mesmos da estratégia acima.
E se ficasse um pacote de lingüiça em casa? Ah, tem sempre família pra comer. E se não tem, tem sempre alguém que de muito bom grado vai adorar ganhar.

A minha estratégia do momento? Seria a primeira, não fosse o fato de que eu tenho coisas mais importantes pra fazer hoje e uma ida ao shopping vai me tomar tempo que hoje eu não tenho disponível. Mas com vontade eu não fico. Vou comer um bifão no almoço assim que terminar de escrever isso -- dois bifes fininhos, que seja, aqui não tem bifão. rs Vir aqui, falar e guardar na caixa preta já ajudou tremendamente. Depois do almoço eu vou estar saciada, o que vai ajudar também. E se amanhã eu ainda acordar com vontade de lingüiça às 7h da manhã, pode crer que assim que abrir o shopping, às 10h, eu vou estar na praça de alimentação, sorridente e calma como uma Miss: "E aí, será que até às 11h já rola um almocinho"?

Pronto. :)

Espero que esse exemplo da vontade súbita de lingüiça (tão infame e de dúbias conotações, como o croissant do Abrahão) efetivamente ajude alguém com as suas próprias vontades súbitas, as dezenas de vontades súbitas que tentam nos retardar no meio da nossa busca por leveza.


Quem dera eu fosse Wonder Woman
Quem dera tivesse essa cinturinha
Mas chego lá

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Under the weather -- no more!

Oi. Eu começo a escrever esse post às 22h04 e vou tentar ser breve. Eu vim aqui dar uma satisfação. Ah, vim. Isso apesar de que um amigo (recente) volta e meia me diz: "Ah, pára de se explicar"! Mas eu tinha que dar uma satisfação pela ausência prolongada. Satisfação implica consideração pelos outros e é isso o que eu tô fazendo. Pelo menos nove pessoas seguem esse blog. E pode ser que haja outras dezoito ou quatro que não seguem, mas passam por aqui. Isso pra mim é o suficiente.

Eu acabei de chegar da rua. Chuvão, chuvona.
Mas foi só hoje que eu consegui sair de casa.
Com essa chuva.
De guarda-chuva.
Pra ir ao supermercado.
Quarto ou cinco quarteirões, algo assim.
Depois voltar carregando eu, sacolas e guarda-chuva.
Tudo isso na chuva, com chuva.
Como se explica isso?
Não sei, só sei que foi assim.

Sexta-feira, sábado, domingo, segunda-feira, hoje...
Eu fiquei todos esses dias dentro de casa, absolutamente improdutiva, inerte, imobilizada por mim mesma, por meus próprios pensamentos e dores.
UNDER THE WEATHER.
E isso é tudo o que eu vou dizer sobre o assunto porque eu não quero deixar o tempo ruim contaminar esse espaço. Esse blog é meu projeto superação. Não vai virar espaço de lamúrias. No máximo, a gente pega uma garoa. Mas chuvão, chuvona, nunca. Por outro lado, eu também não posso abandoná-lo/meu projeto/vocês cada vez que me sentir assim, porque isso são marés, tempestades, elas mudam, elas vêm e vão. Então, fica aqui pra mim mais um aprendizado. Pensei nesse blog todos os dias e em vocês. Senti falta. Mas eu não tinha o que dizer que fosse produtivo ou coerente. Então, o que eu tiro disso, o que posso fazer? Bem, da próxima vez que isso acontecer, vou me segurar por aqui assim que notar os primeiros sinais de tempestade se aproximando, vou me preparar, não vou me deixar levar. Não estou sozinha e tem farol nesse mar...

A boa notícia é que -- e aqui, sim, vai uma senhora superação -- eu não sucumbi ao apetite emocional em todos esses dias. Eu continuei comendo direito! Eu não tentei aplacar a dor com comida. Gente, isso, pra mim, é realmente muito importante e significativo. Vocês sabem do que eu tô falando. Tô falando de banquete no vale das lágrimas, aquela coisa horrível de comer chorando, porque o mecanismo de alívio que você conhece é simplesmente abrir a boca, comer, comer e comer. É o conforto que a gente procura, o fim da dor -- como se fosse possível! Mas, é... Por algumas horas e nada mais. Algumas pessoas fazem isso com bebida, outras com drogas ilícitas, gente como eu faz com a comida. E eu tô usando o verbo no presente de propósito. É questão de ser honesta comigo mesma. Não vou mentir só porque tem gente lendo. Não fiz isso dessa vez, é verdade e tô de parabéns, mas ainda não me sinto forte o suficiente pra afirmar no pretérito.

E como nada é perfeito... Ah, maldito croissant! Mas isso foi dias atrás na facul. E com esse calor! Esse deve ser o terceiro que eu como -- na vida. rs E, olha, vocês querem saber? Eu já tô enjoando dele! Por favor, anotem, divulguem, escrevam nos seus blogs tipo plantão Jornal da Blogosfera Light: "Bella diz estar enjoando do croissant do Abrahão". Olha que momento! Totalmente tablóide. rs

Só faltou foto de paparazzi flagrando eu e o croissant, distantes, em momento de crise, ele querendo discutir a relação e jogando pesado, com todo aquele chocolate se derretendo só pra mim, mas eu nem, firme! Vai lá na boîte noire quem não viu esse "moço" e é absolutamente fiel ao seu alface! rs

Ah, e quando eu desci pra ir no super, quando ponho o nariz pra fora depois de cinco dias, quem tava na porta? O moço do delivery do The Fifties! rs Ai, não, só rindo! :D

Então é isso, meus amores. Tô em pé. Só não fiquei em pé na dita cuja hoje mesmo (poderia ter feito isso antes de ir no super) porque, confesso, tô com um pouco de receio. Um pequeno receio, porque foi muito bom sair do dígito 9 e foi até rápido. Os primeiros quilos pra mim são sempre assim. Mas é muito natural porque se reduz demais as calorias, né? E quanto mais gorda, mais você perde proporcionalmente ao seu peso inicial -- os famosos primeiros 10% ou um pouco menos. Quando você começa uma reeducação com o objetivo de ganhar leveza, além de mais saúde, naturalmente você sai de um consumo exagerado pra bem menos. Então dá aquela enxugada maravilha mesmo.

Mas, óbvio, não vou fugir da balança. Eu sei que agora começa pra valer o teste da paciência. Paciência pra colher os resultados.


TROCAS INTELIGENTES que fiz na compra de hoje:
  • chocolate com 60% de cacau ou mais
  • bala de iogurte em vez de bala toffee (com gordura trans)
  • cookies integrais diet e light 
Taí coisas que eu não compro geralmente, por isso chamei de trocas. Acho que preciso ter algum tipo de açúcar em casa fora as frutas, a gelatina e as barrinhas de cereal. Ter por perto. Acho que não ter é o que me fez comer o croissant na semana passada. Se eu tiver um chocolate decente em casa, não preciso me entupir até a medula com aquele croissant enorme que já falei dá pra quatro pessoas tranqüilo.

As balas toffee é algum maníaco que dá pra minha mãe sempre e ela enche a bonbonnière da sala. TV, sala, bala toffee. Já viu, né? Eu acabava comendo uma ou duas de vez em nunca e era gostosinho adoçar a boca. Mas com gordura trans? Não, obrigada. O que eu fiz hoje? Enterrei tudo com bala de iogurte. Vou me entupir de bala de iogurte agora? Óbvio que não. Mas a bonbonnière é minha, perceberam? É a minha bandeira cor-de-rosa lá agora. Isso é poder, minha gente. Pura estratégia militar. rs E o visual? Uma coisa é ver um pacote de sonho de valsa e pensar: "Não posso, tenho que resistir". Outra bem diferente é ver um chocolate extremamente saudável e pensar: "Eu posso". Na medida, sem exageros e sabendo que não fará mal. É esse o lance. Não sou fã das proibições. Mas gerenciar é perfeitamente possível.

Os cookies não são exatamente substituição porque há anos não como bolacha doce -- sei lá, coisa de criança, larguei mão faz tempo. Mas só barrinha tava ficando tedioso. Queria outra coisa crunch crunch. Cookies! Li os rótulos atentamente. Hoje comi quatro que somam apenas 107 cal -- quase o mesmo de uma barrinha! Viu? Uma variação boa. Quando tiver mais tempo, vou postar os produtos aqui pra fazer merchan de grátis pra esse povo. rs

Por fim, preciso registrar que hoje, afinal de contas, foi um dia especial por dois motivos.
1) Alguém me escreveu algo que eu nunca tinha lido, nem ouvido. Algo sobre amizade e amor. Me fez bem. :)
2) Um amigo muito especial defendeu hoje sua tese de doutorado. E eu esperei muito por esse dia. Primeiro, porque é uma conquista dele e isso me faz feliz. Segundo, porque eu tenho um monte de presentes que não podia mandar antes pra não distrair e eu quero que ele se distraia muito com eles -- agora, sim! Terceiro, porque... Eu o quero bem, como diz na música do Tim. :)

Ainda não acabou a época de provas e eu tô daquele jeito, mas amanhã eu subo na dita!

Ilustrações: nabhan