O assunto deste post é
suco de soja, bebida
que combina soja a um suco natural de fruta. (No mercado, outros nomes são "bebida à base de soja" e "alimento à base de soja". Pra simplificar, vou usar suco de soja.)
Eu sou
muito fã de suco de soja por vários motivos, entre eles os
benefícios da soja (mais especificamente das
isoflavonas) e da
proteína vegetal, que, além de ser
mais magra que a animal e
livre de colesterol, ainda ajuda a absorver o açúcar natural do suco de fruta mais lentamente.
Tem gente que não gosta do sabor de nada que tenha soja. Não é o meu caso. Nas minhas
rotineiras vitaminas, tem sempre leite de soja zero com alguma polpa de fruta congelada. Mas quando estou sem um ou outro, me viro no suco de soja, que já combina os dois.
E quem não se lembra do
japa Tonyu, suco de soja no saquinho que a gente comprava no carrinho da Yakult e vinha com canudinho? :) Também tomo o leite de soja purinho da silva, até quente. Enfim, sempre gostei.
É muito difícil eu torcer o nariz pra algum sabor. Em todos os casos, suco ou leite de soja, hoje opto sempre pelas versões zero (açúcar).
A
marca mais conhecida, e provavelmente pioneira nesse mercado massificado da soja, vocês sabem, é a
Ades. No começo, sem muita concorrência, reinava absoluta nas prateleiras dos supermercados. Surgiram outras marcas, outros preços, mas o Ades continuou
um dos sucos de soja mais caros -- senão
o mais caro.
Achando que faria um favor ao meu bolso,
resolvi experimentar uma outra marca:
Shefa. Comprei dois sabores: o de
frutas vermelhas e o duo
laranja e pêssego, ambos
zero. Fui atraída não só pelo preço, mas também pelas
baixíssimas calorias por copo -- só 16 cal.
Mas foi a primeira e última vez que comprei um suco de soja zero da Shefa. Motivo: um
gosto excessivamente artificial, eu diria horrível. A
cor, também achei tão
acentuada que,
junto com o gosto ruim, me deu a
sensação de estar tomando um copo de tinta com cheiro de chiclete.
Não me lembro de ter me decepcionado tanto com outro produto antes. Me causou espanto mesmo. Tanto que fui inspecionar o rótulo tentando procurar, na lista de ingredientes,
o que poderia ter deixado esse suco de soja com um gosto e aspecto tão artificiais e beirando o intragável.
Como não sou engenheira de alimentos, não posso apontar, especificamente e com certeza, os
ingredientes culpados. Mas,
como consumidora, posso dizer
o que me chamou atenção no suco de soja da Shefa e que não achei na embalagem do Ades: conservadores benzoato de sódio e sorbato de potássio.
Conclusão a que posso chegar?
O Ades é mais caro, mas não tem conservantes e, tudo indica, isso também faz toda a diferença no sabor.
Achava um certo preciosismo, ficava até meio brava de ter de beber o Ades logo, porque não tem uma vida "eterna" na geladeira. Mas depois de cair nessa roubada da Shefa, aprendi que um suco não ter conservantes não é mera jogadinha de marketing. É coisa de sabor mesmo, pra ter um
produto melhor e
mais gostoso -- e, ainda por cima,
mais saudável.
Só posso esperar que a Shefa invista mais na sua linha soja zero pra fazer frente à Ades com um produto mais à altura da concorrência. Enquanto isso, vou experimentando outras alternativas.
Imagens: Shefa e Getty