quarta-feira, 3 de abril de 2013

Rehab emocional

Depois de passar exatamente um mês sem chocolate, de 28 de fevereiro a 28 de março, tive uma semana negra -- e nada doce, apesar de todo o chocolate que eu devorei.
Como diz a música, de escolha própria escolhi dar um pause na reeducação alimentar. Praticamente sem saladas ou frutas, praticamente só carboidratos com uma proteína do lado, e comendo muito, poucas vezes ao dia -- que é o que a maioria das pessoas faz, anyway, duas refeições ao dia, se tanto.
O bom foi descobrir que é muito chato. Faz falta a variedade da reeducação alimentar, faz falta comer pouco, mas o dia todo, faz falta me sentir bem.

Não me pesei, mas vou fazê-lo hoje.

Outra coisa que eu descobri: comer pra aplacar a fome emocional ou o stress? Também tá deixando de funcionar.
Situações, circunstâncias e problemas não vão mudar porque você come desesperadamente. Não é esse ato de comer que vai fazer qualquer diferença nas situações, circunstâncias e problemas. Outras coisas que você faça podem fazer diferença, mas, definitivamente, não é comer.
Comer pra aplacar a fome emocional ou o stress é uma fuga, uma perda de tempo (precioso), um engodo, um anestésico raso, fajuto. 
E aquela sensação de alívio e calma, como se você tapasse um buraco com a comida, mesmo que só naquela hora, não senti tão fortemente dessa vez. Não rolou o efeito esperado, como esperado.


Vai ver, who knows, começam a operar em mim os efeitos de um rehab emocional que eu nem escolhi, mas ele me achou mesmo assim. Vai ver, who knows, eu subi de nível e nem percebi.
Será? O que eu faço nessa hora? Dou pra mim uma certeza que eu não posso garantir ou o benefício da dúvida que incomoda?
Adoraria ter certeza e dizer que já não era sem tempo. Mas eu não sei que tipo de emoções vão acordar com fome amanhã e nem como eu vou alimentá-las.

#seguevida
Buh-bye.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Só no crunch crunch!

Bad fitness decision: buying cookies. rs Mais especificamente, os cookies integrais zero da Gran Pure, sabor pera.

Sério, não deveria ter comprado, não, porque tô numa daquelas fases de querer comer tudo. E achei estes tão gostosos! Tem um docinho muito sutil, mas o que me catou de jeito mesmo foi a crocância.

Sabe, boca nervosa ADORA um crunch crunch!


Outra coisa bacana, e que não achei (ainda) em outros cookies zero, é que estes são feitos com 7 grãos integrais. É um diferencial super bem-vindo.

Bom, agora que eu já elogiei de grátis gratuito e de livre e expontânea vontade, vou criticar. rs

O pessoal da Gran Pure deveria ser mais cuidadoso com as informações na internet. No site da marca, lê-se que um cookie, que é mega pequeno, tem 67 calorias. Aonde um cookie pouco maior que uma moeda de 1 real tem quase as calorias de uma barra de cereal? Oi?

Ademais, na embalagem do produto, a informação é bem outra.
6 cookies = 90 calorias

É o fim da picada esse desencontro de informações. Muito amador. (Aguardem meu próximo post de supermercado...) Caloria não é tudo, mas informação correta é.

Enfim, tirando esse pequeno senão, gostei bastante dos cookies integrais zero da Gran Pure. E adoraria se eles ampliassem a gama de sabores da linha sem adição de açúcar, porque só pera é muito pouco. Que tal maçã com canela? Nesse frio, seria heavenly com um cházinho quente...

E você? Tem crocâncias favoritas na reeducação alimentar, sem ser aipo, pepino, maçã ou cenoura? rs Quais são seus cookies preferidos? :)

domingo, 10 de março de 2013

Shefa? Não curti

O assunto deste post é suco de soja, bebida que combina soja a um suco natural de fruta. (No mercado, outros nomes são "bebida à base de soja" e "alimento à base de soja". Pra simplificar, vou usar suco de soja.)

Eu sou muito fã de suco de soja por vários motivos, entre eles os benefícios da soja (mais especificamente das isoflavonas) e da proteína vegetal, que, além de ser mais magra que a animal e livre de colesterol, ainda ajuda a absorver o açúcar natural do suco de fruta mais lentamente.

Tem gente que não gosta do sabor de nada que tenha soja. Não é o meu caso. Nas minhas rotineiras vitaminas, tem sempre leite de soja zero com alguma polpa de fruta congelada. Mas quando estou sem um ou outro, me viro no suco de soja, que já combina os dois.

E quem não se lembra do japa Tonyu, suco de soja no saquinho que a gente comprava no carrinho da Yakult e vinha com canudinho? :) Também tomo o leite de soja purinho da silva, até quente. Enfim, sempre gostei.

É muito difícil eu torcer o nariz pra algum sabor. Em todos os casos, suco ou leite de soja, hoje opto sempre pelas versões zero (açúcar).

A marca mais conhecida, e provavelmente pioneira nesse mercado massificado da soja, vocês sabem, é a Ades. No começo, sem muita concorrência, reinava absoluta nas prateleiras dos supermercados. Surgiram outras marcas, outros preços, mas o Ades continuou um dos sucos de soja mais caros -- senão o mais caro.

Achando que faria um favor ao meu bolso, resolvi experimentar uma outra marca: Shefa. Comprei dois sabores: o de frutas vermelhas e o duo laranja e pêssego, ambos zero. Fui atraída não só pelo preço, mas também pelas baixíssimas calorias por copo -- só 16 cal.

Mas foi a primeira e última vez que comprei um suco de soja zero da Shefa. Motivo: um gosto excessivamente artificial, eu diria horrível. A cor, também achei tão acentuada que, junto com o gosto ruim, me deu a sensação de estar tomando um copo de tinta com cheiro de chiclete.

Não me lembro de ter me decepcionado tanto com outro produto antes. Me causou espanto mesmo. Tanto que fui inspecionar o rótulo tentando procurar, na lista de ingredientes, o que poderia ter deixado esse suco de soja com um gosto e aspecto tão artificiais e beirando o intragável.

Como não sou engenheira de alimentos, não posso apontar, especificamente e com certeza, os ingredientes culpados. Mas, como consumidora, posso dizer o que me chamou atenção no suco de soja da Shefa e que não achei na embalagem do Ades: conservadores benzoato de sódio e sorbato de potássio.

Conclusão a que posso chegar? O Ades é mais caro, mas não tem conservantes e, tudo indica, isso também faz toda a diferença no sabor.

Achava um certo preciosismo, ficava até meio brava de ter de beber o Ades logo, porque não tem uma vida "eterna" na geladeira. Mas depois de cair nessa roubada da Shefa, aprendi que um suco não ter conservantes não é mera jogadinha de marketing. É coisa de sabor mesmo, pra ter um produto melhor e mais gostoso -- e, ainda por cima, mais saudável.

Só posso esperar que a Shefa invista mais na sua linha soja zero pra fazer frente à Ades com um produto mais à altura da concorrência. Enquanto isso, vou experimentando outras alternativas.

Imagens: Shefa e Getty

sexta-feira, 8 de março de 2013

Fermento do emagrecimento

Tem um ingrediente do emagrecimento que, me dei conta, é o fermento da receita de sucesso: PA-CI-ÊN-CIA.

Paciência pra tudo: pra ver os quilos secando dia a dia, sem se deixar perturbar pelos abalos sísmicos de corpo de mulher; pra não deixar de comer quando você tá sem vontade (calorão); pra não ficar comendo sempre a mesma coisa por pura preguiça, cansar e cair de boca em qualquer porcaria com aquele exagero típico de quem "tava precisando"; pra desabvndar, levantar da bvnda, se mexer, desapegar do sofá e adjacências.


É um dia a dia que coloca em xeque a paciência de qualquer par de peitos. Não é que a recompensa tá muito lá na frente, é que ela desliza suave, bem diante dos olhos. Tem que ter paciência pra ver a leveza acontecer, porque ela é sutil e cumulativa.

Acho que paciência pra mim é o mais difícil, essa coisa do dia a dia, que tá super junto com quebrar o hábito da gratificação instantânea com comida.

Queria saber como é isso pras gastroplastizadas, se a operação afeta esse elemento da paciência e também da gratificação, principalmente no começo, no pós-operatório, em comparação às tentativas anteriores de emagrecimento. Eis uma coisa (entre tantas) que tenho curiosidade de saber...

Meu peso hoje: 81,9kg.
Vou mexer o bvndovsky e continuar comendo direito pra chegar ao fim do mês com 80kg.


Falando em bvndovsky, não sei se já comentei isso, mas a Atlética, minha esteira, fica na sala, onde também tem uma TV. Não estou gostando mais desse arranjo, porque dá vontade de ficar é no sofá mesmo, bem abvndada... Mas não tem outro lugar pra Atlética.

Alguém aí faz body moving em casa? O que você usa -- esteira, bike, máquina mortífera -- e como é o seu ambiente?

sábado, 2 de março de 2013

Páscoa com macaron

Já decidi que a minha Páscoa, este ano, será sem chocolate.


Mas adoraria comer um desses macaronzinhos em forma de coelho. Só que com outro recheio! Adivinha qual, em vez de chocolate?


Pistache, claro. ;)


Pra quem se aventura, tem a receita dos macarons de Páscoa com marshmallow de chocolate.

E, aqui, uma receita de macaron 100% pistache.


Também curti esses macarons de pistache com recheio de cherry brandy. Deve ser dos deuses.

Em português, achei essa receita de macaron super bem explicadinha (e cheia de fotos passo a passo) no blog da Fernanda, que fez curso só pra aprender a fazer os docinhos e nos contempla de lá do alto da Torre Eiffel. rs


Agora, pra quem não se aventura na cozinha e está em São Paulo, dá pra comprar tudo pronto, lindo e gostoso na Ladurée do Shopping JK. (De grátis, vem o custo Brasil pra você saborear... Obrigada, governinho!)

A vantagem de fazer macaron em casa é que você pode rechear com mais fartura e investir nos seus sabores prediletos.

Bon appétit! ;)

Images © stephcookie, Not so humble pie and Ladurée.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Resolvido!

Há dias, eu tava num conflito imenso, que chegou ao ápice ontem, com duas situações que pareciam excludentes, mas eu precisava conciliar.

Hoje, no dia D de deadline, depois de uma noite bem dormida, acordei com a SOLUÇÃO. Sabe a alegria disso? Indescritível.

Tô feliz porque tem gente fabulosa com quem posso contar, fiz tudo o que podia fazer, dei o meu melhor e agora posso sorrir de coração leve.

Braços abertos sobre a Guanabara
=)

Image: found @ ecaepandlove

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Dias de Jean


^ Jean snaps ^


^ Jean just needed a heartfelt, genuine, loving hug ^

Sandra Bullock e sua Oscar-winning performance, em "Crash", como Jean, a mulher que quem olha de fora, logo pensa: "Ela tem tudo, olha que v4ca sortuda"!

Quantos dias essa mulher ficou sozinha acumulando stress?
E por que ela tem de se estabacar da escada e quase quebrar o pescoço pra ter um amigo de verdade e um abraço?

Perguntinhas...
Perguntinhas para dias de Jean.

Mudando de assunto, não posso deixar de mencionar coisinhas bacanas you can learn from the movies -- não precisa morar em LA. rs

Aliás, tenho percebido que alguns canais de filmes (da NET) agora deram pra passar filmes dublados, com inglês disponível na teclinha verde do controle remoto, mas sem legenda. Pior ainda são os dublados sem saída -- teclinha verde não-operante... Aí é o horror mesmo. Prefiro ver plastic boob drama no Superpop.

Por um lado, fico pvta com os dublados, porque se eu pago TV a cabo, quero o áudio original, duh.
Por outro, acho ótimo quando dá pra salvar um filme no áudio original sem legenda, porque faz um bem pro ouvido!... Tira uma cerinha preguiçosa, sabe? Até pra quem é "tchitchêr".

Expressões que me fizeram rir de novo ao rever essas cenas...
  • over-caffeinated white people
  • trigger-happy LA PD
  • Your amigo in there is gonna sell our key to one of his homies
E, essas, just because...
  • I couldn't get through to anyone
  • Do you want to hear something funny? You're the best friend I've got
É sempre uma surpresa olhar mais de perto pessoas que parecem que têm tudo ou que parecem felizes o tempo todo. Nenhum dos dois existe, óbvio. O que elas fazem de diferente dos outros é: 1) não revelar em público suas fragilidades e 2) realçar coisas que as deixam felizes.

Em suma, é realçar o forte e esfumar o fraco. É uma tática. É uma tática ninja, if you ask me. Admiro. Quociente emocional de respeito.

Enquanto escrevia esse post, e me distraía um tantinho, escrevendo coisas que nem precisava e tal e tal, escapei do kilodrama. Mas ainda faltam muitas horas pro (meu) dia terminar. Que elas me sejam suaves. Dia cheio amanhã.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Presentão e desejo de pedalar

Vamos lá... Rapidinhas da semana, diretamente desta São Paulo ronronante de céu escuro. Aquele céu que fala: "Eu não chovi a tarde toda. Vai sair agora"? rs


Você sabe o que é um novo, precioso e inestimável amigo quando ele te impulsiona para o alto e avante, com ações e palavras, sem o menor interesse. Creia-me: se já é difícil pra qualquer um, pra mim é duas vezes mais.

Uma pessoa assim é o que se chama the gift that keeps on giving, é como um presente bom que continua te dando aquela mesma sensação do momento em que você ganhou, abriu e sorriu de orelha a orelha -- mas não isso...

Ganhei um presentão desses. Quero cuidar e cuidar e cuidar. E ser um tesouro de volta. :)

Um pouquinho de ansiedade essa semana. Misturada com alegria. E euforia. E aquela incerteza de horizonte sobre a qual já falei. E as movimentações pra encontrar terra firme de novo. The only constant in life is change, bate o relógio...

Então, foi assim: tudo junto e misturado. No balanço geral, fui até que muito bem na alimentação, mas fiquei devendo feio no body moving. Tô no déficit. E vou recuperar, porque não quero dever nada pra mim mesma.


O que me leva ao próximo assunto: biking. :)

Alguém já alugou bicicleta no Parque do Ibirapuera? E no Parque das Bicicletas? Nem sei se lá também alugam... Mas queria saber se vale a pena ou o que você gostou/não gostou de alguém que alugou.

Anyone?... :)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Diálogos impertinentes

Barriga, você tá menorzinha?
Não sei, você tá mais míope?
Ih, tá impertinente hoje, hein?
Claro! Você me deixou na mão ontem. 
Oi?
Deixou, sim! Não comeu direito e não foi lá, fazer seu body moving do dia.
Barriga, tá dando linha cruzada com a consciência...
Engano seu. We are BFFs now...
Putz, tô bem servida!
Você não vai tomar banho, não? E fazer seu body moving?
Vou. Agorinha já.
E vai comer o que depois?
Tô salivando por uma pizza de atum! De frigideira, sabe aquela com massa integral bem fininha e bastante recheio?
Oba! Faz tempo que não vejo atum por aqui!
Não é? Vamos! Vamos tomar banho frio pra dar coragem... rs

Onde estão meus pássaros?

Tá difícil escrever. Um monte de coisas no rascunho. Estou escrevendo como se estivesse trabalhando, e isso é invasão de território. Tá difícil tirar essa pele, essa pele-escafandro.

Prefiro, quero, procuro horizontes claros. Não sei o que está diante de mim agora e isso me deixa apreensiva.


^ Me sinto assim, como nessa cena. ^

Alguém já viu esse filme? Chama-se "The Way Back" -- no Brasil, "Caminho da Liberdade". Mas a cena não tá completa. A parte que eu realmente gosto não aparece nesse trecho, é loguinho depois.

Enquanto eles caminham incrédulos e hesitantes em direção às árvores que avistam no horizonte, sem saber se é só uma miragem ou se ali pode ter água mesmo, um deles diz assim:

"Mirages don't have birds".

Mirages Don't Have Birds by Burkhard Dallwitz on Grooveshark

Onde estão meus pássaros? Preciso vê-los...