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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Onde estão meus pássaros?

Tá difícil escrever. Um monte de coisas no rascunho. Estou escrevendo como se estivesse trabalhando, e isso é invasão de território. Tá difícil tirar essa pele, essa pele-escafandro.

Prefiro, quero, procuro horizontes claros. Não sei o que está diante de mim agora e isso me deixa apreensiva.


^ Me sinto assim, como nessa cena. ^

Alguém já viu esse filme? Chama-se "The Way Back" -- no Brasil, "Caminho da Liberdade". Mas a cena não tá completa. A parte que eu realmente gosto não aparece nesse trecho, é loguinho depois.

Enquanto eles caminham incrédulos e hesitantes em direção às árvores que avistam no horizonte, sem saber se é só uma miragem ou se ali pode ter água mesmo, um deles diz assim:

"Mirages don't have birds".

Mirages Don't Have Birds by Burkhard Dallwitz on Grooveshark

Onde estão meus pássaros? Preciso vê-los...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Vegetariana, eu?

Não cogito a possibilidade de ser vegetariana. Mas, se quisesse, seria fácil. rs É que, felizmente, não sou (nunca fui) enjoada pra comer. Gosto de tudo mesmo! As únicas exceções são aspargo, alcaparra e alcachofra. E adoro peixe, simplesmente não vivo mais sem e isso já faz alguns anos -- até converti mother, que tem sangue de Trás-os-Montes e odeeeeeeeeeeeeeeia bacalhau. rs Mas, de vez em quando, acontece de não ter nem peixe, nem outra carne no meu prato. Hoje foi o dia. :)



1 + 2 = 3 e 4 só pra vocês verem a altura da criança... rs A couve-flor é aquele velho truque de substituir o arroz. Por que não comi arroz hoje? Porque assisti um filme na TV e comi 1/3 da minha Pringles light. Como ainda faltam dois filmes que aluguei pra ver, vai dar certinho. rs

O filme do dia eu revi pela terceira vez, chama-se "Na Natureza Selvagem". (Vejam o filme antes de clicar em qualquer coisa porque tá cheio de spoilers! Vale a pena. :) É uma bela história pra fazer a gente pensar (e ter a sabedoria pra distinguir) o que é realmente importante do que é absolutamente fútil, desnecessário e descartável, tanto nas coisas que nos rodeiam, quanto dentro de nós mesmos. Acho que isso tá ficando cada vez mais difícil porque somos soterrados pelas nossas "to-do" lists... Tem uma linda trilha sonora do Eddie Vedder -- e eu que nunca gostei do Pearl Jam adoro essa trilha, que é basicamente a voz dele e instrumentos acústicos. Cenários também lindos nesse filme e direção do Sean Penn -- que também curti muito como diretor em outros filmes. Enfim, um prato cheio pra quem ainda não assistiu.

Baseado em história real -- e eu ainda quero ler esse livro no qual foi inspirado o filme. É uma história controversa e muito emocional. Em mim, provocou já, de todas as vezes que vi, reações contraditórias e simultâneas. É uma daquelas histórias que não se esquece fácil. E eu gosto de ter a trilha justamente porque me transporta de volta ao filme. Taí um filme muito bacana pra ser ver e depois conversar com alguém a respeito, jogar umas perguntas na roda (porque ficam muitas) e ver o que as outras pessoas pensam a respeito. História rica. Você não precisa gostar dela e nem do personagem central pra admitir isso. Sean Penn acertou em cheio quando decidiu contá-la na tela do cinema.


"Salvation Mountain", na Califórnia, cujo único propósito é dizer que "Deus ama todo mundo." O autor dessa aparente insanidade em forma de instalação de arte tem 78 anos e vai muito bem, obrigada, mesmo sem protetor solar. rs Ele aparece no filme e é uma graça.

Happiness is only real when shared.
- Alexander Supertramp, 1992


Sean Penn - Into the Wild


Eddie Vedder - Rise

Bem, é segunda-feira, afinal... Espero que tenham uma boa semana. :) Ju, sua safada, bem-vinda ao clube dos 8. Não tem carteirinha, tá? Mas é bem-vinda pra sairmos juntas dele! rs

domingo, 3 de janeiro de 2010

No meu prato tinha...

Inaugurada uma seção permanente do blog -- procurem pela tag "no meu prato tinha..." na barra lateral. Não quero perder de vista o que estou comendo. Já falei que acho a minha máquina uó, mas é o que tem, e quero achar meus pratos facilmente aqui no blog. Dessa vez desliguei o flash, mas não acho que melhorou muito -- pelo menos tirou aquela luz estourada de flash que simplesmente detonava 70% do assunto fotografado. Enfim...

Jantarzinho -- de ontem.
No meu prato tinha...


Prato quente: salmão, lentilha, batata, couve-flor, tomate seco e mussarela de búfala.
Salada: rúcula, tomate e cebola.


Ontem eu também comi foi muita pipoca logo cedo, então fui de frutas ao longo do dia até o jantar. Tava carente de uma seção de cinema em casa, então antes do feriado já tinha alugado quatro filmes e comprado milho. Como tinha milênios que não fazia pipoca, errei total na mão quando despejei o milho na panela -- sem óleo ou manteiga. Me empanturrei tanto de pipoca que não quero ver tão cedo. (I'm such a kitchen dork...) Anyway, prazer satisfeito.

Não posso dizer o mesmo dos filmes... rs Meu, que filminho bem idiota esse "Ele não está tão a fim de você". Tava esperando uma comedinha básica, sabe? Mas não achei a menor graça. Tudo fraco, roteiro, atores, tudo. Que nhaca. E o desfecho? Ah, me poupe. (ATENÇÃO, SPOILERS AHEAD...) Quando que a menina mais desesperada fica com "o cara", o bonzão? Quando que a mais sem noção e literalmente atirando pra todo lado consegue a proeza de conquistar nada menos que o cara mais aloof de todos? Sabe aquele "I'm the cool cat", que nunca é mordido por esse insano vírus do romance, da paixonite aguda do tipo que tira o sono? Pois justo a mais desesperada ganha o cara? Ah, tá! Não me fez rir e ainda por cima subestimou a minha inteligência feio. rs

Figura feminina mais patética da história: personagem da Jennifer Connelly, desperdício de atriz nesse filme. Ô mulherzinha cega, neurótica e controladora. Tem um tremendo homem do lado e age como se fosse uma mãe enchendo o saco do filho adolescente. Perde o marido, mas deitou na cama que ela mesma fez. Sad. Cadê a comédia? Sad. Saco... rs

Próximo da lista: "Amantes", que me chamou atenção na prateleira pelo nome (duh) e por ter o Joaquin Phoenix (drool). Ok, né? Pensei... Que nada. Outro roteiritcho nada a ver, fraco. A única surpresa boa foi que não sabia que a Isabella Rossellini tava no elenco, ela faz a mãe do JP. Pô, até de mãe judia ela fica bonita. rs
Gente, que roteiro mais chororô. E de amantes ali não tem nada. Na verdade são arranjos, sabe? Arranjos daquele tipo (que eu acho) BEM TRISTES... Tipo...

Gwyneth Paltrow sai com cara que tem idade pra ser o pai dela, casado. (Arranjo triste #1). JP tá paradinho na dela. Outra menina tá paradinha no JP, mas ele quer a Gwyneth, que quer o casado. Gwyneth termina. JP aproveita a deixa e engata aquele I love you nela! Foi bem a cena... rs Aí, ela cede, é claro... GOSTA DE OUTRO, MAS CEDE. É aquela velha história de preferir alguém que te ame, mesmo que você não ame de volta. (Arranjo tris-tís-si-mo). Isso pode terminar bem? ÓBVIO QUE NÃO. (Arranjo triste #3, que não vou contar porque é o fim do filme).

Cara, que deprê! Nada de action lovers. Tudo muito urbano e deprê. Pessoas solitárias em New York City e seus tristes arranjos amorosos poderia ser o slogan desse filme. Amantes é Flaubert, Marguerite Duras, "O Último Tango...", "Ligações Perigosas". Isso é um desperdício de Joaquin Phoenix num filme com esse nome. Pronto, falei. rs