Eu tenho que escrever isso porque é uó. o_O Fui numa grande rede popular hoje. E pra não me arriscar a tomar lawsuit na cara só por relatar um acontecido na interwebs, vou dizer apenas que o nome dessa loja tem dez letras, começa com "a" e termina com "s". Fui comprar chocolates brasileiros pra mandar pra uma amiga na Austrália. Aí peguei um daqueles pacotes grandes de sonho de valsa com avelã. Família, marido, filhos, acho delicado mandar um mimo doce que seja pra todos e agüente a viagem numa modesta caixinha dos correios. Pego o pacote e me dirijo ao caixa.
-- Esse produto não tá registrado, diz a moça me devolvendo com cara de "ah, desculpa, isso tá lá, mas não vendemos". rs
-- Como assim? Eu vi o preço em outra A________s e queria saber se aqui tá mais barato. Se tiver, vou levar.
-- É, mas...
-- Não dá pra pedir pra outra pessoa checar?
Ai, ai... Vai e vem... E alguns momentos depois... Vem um rapaz.
-- Ah, tem que ver quantos bomboms tem, só vendemos por unidade, me diz o rapaz, fazendo gesto de que vai abrir o pacote e contar um a um. rs
-- Não! Você vai abrir o pacote? (Eu queria dizer: "Não viola a minha mercadoria que é pra presente"!) rs
-- Ah, depois a senhora pega outro...
-- Ah, tá... É mesmo, respondi aliviada.
Conta conta conta... Tem 25 bombons. 25 vezes o preço da unidade... Rapaz me diz R$ 12 e alguma coisa, não me lembro ao certo.
-- Vou levar! (Na outra loja, onde o produto está devidamente cadastrado, era R$ 18).
Vou até a gôndola pegar outro pacote. Chego no caixa e...
-- Esse é trufa, senhora...
-- Hein? (Putz, é o de trufa... Ai, ai...)
Volto pra pegar o pacote certo. E?... NÃO TEM MAIS! rs
-- Não acredito, esse era o único pacote!
-- Sinto muito, senhora...
Nessas alturas, a fila já tava gigante...
-- Mas não tem outro no estoque?
-- Não.
-- Mas toda essa trabalheira pra nada?
Vendedora me olha com olhar de paisagem. Passo o outro item que tinha na mão, um lanche rápido.
Tô saindo da loja, pensando: "Saco! Não acreditooooo... Vai ficar muito feio tudo solto na caixa do Sedex. E se eu comprar uma caixa de presente? Vai sair caro. E caixa dentro de outra caixa? Não vai rolar... Já sei! Armarinho! Faço um pacote de presente com papel transparente, laço de fita e vai ficar mais bonito ainda..." Volto.
-- Mudei de idéia, vou levar solto mesmo.
Rapaz pega os bombons que tinha colocado numa cesta de compras. Põe numa sacola e me dá. Conto, só pra checar, e vou pro caixa. E a menina se põe a contar os bomboms tudo de novo! rs
-- Querida, tem 25, você não viu que acabei de contar?
-- Desculpe, senhora, mas eu tenho que contar o produto...
Ai, céus, tá bom, tá bom!
E aí, putz, sabe o que eu fiquei pensando depois? Sério mesmo? A mercadoria está exposta. Está sem preço. Isso acontece num supermercado, outros lugares, e o que a gente faz? Consulta num leitor óptico quando tem ou vai no caixa mais próximo perguntar, certo? Certo. O que diria a legislação sobre uma mercadoria exposta e não cadastrada, assim, simplesmente à venda, porém sem preço e sem cadastro no sistema da loja? E se fosse algo que não desse pra abrir e contar? Podia ser qualquer coisa! Podia ser um pacote de salgadinho, um vidro de perfume ou um sutiã, sei lá. Eu não teria o direito de levar de graça, não? Será que existe alguma coisa sobre isso na lei de direito do consumidor? Ah, taí uma coisa que eu adoraria saber! Ou tô pensando absurdismos aqui?... Será que o Procon me diz isso por telefone ou será que lá só serve pra reclamar?...
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
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